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Adquirir pessoas ou talentos na empresa podem destravar a empresa

7 erros que devem ser evitados ao trazer um sócio para sua empresa

Não é fácil ter um sócio, mas trazer um novo sócio para a empresa tem que ser planejado com calma e muita análise. Depois disso, os erros mais comuns são listados para você pensar e praticar na sua empresa, se for realmente chamar mais alguém para compartilhar as alegrias e tristezas, saúde e doença (da empresa, lógico), até que o distrato os separe.

Erro 1 – Buscar um sócio que complemente suas habilidades

Já vi muitos textos em blogs de pessoas muito conceituadas dizendo que devemos buscar pessoas que complementem nossas habilidades. Talvez esse seja, de todos, o erro mais comum. Na verdade,ao fazer isso pode-se estar criando uma situação muito complicada, porque você não é a empresa. A empresa é quem tem que ter necessidades satisfeitas e a busca por um sócio deve ter como objetivo justamente essas competências que você não tem como fornecer para a empresa, não para você. Se você está buscando alguém para complementar suas habilidades, procura um cônjuge para tentar isso, mas não faça isso com sua empresa. A ideia correta é, antes de começar a procurar um sócio, tentar esgotar a necessidade da empresa com um empregado – quem sabe ele não será o seu sócio ideal para essa função? Se a necessidade é dinheiro, a opção por qualquer um que aceite investir é a pior de todas quando não é um sócio-investidor que assuma esse papel: investir e não fazer parte da empresa em mais nada. O investidor novato tende a querer participar e, até mesmo, dar ordens dentro da empresa que ele considera que seja inteira de sua propriedade e, quem sabe, você seja um empregado do dinheiro dele.

Erro 2 – Pessoa de comportamento social maravilhoso

Tive muitos amigos e conhecidos que fizeram sociedade a partir de uma tarde de piscina ou noite de balada, a partir de uma simpatia mágica que aconteceu naquele dia fatal. Isso parece coisa do tipo que acontece em um sexo casual – conheceu, simpatizou, acabaram dormindo juntos, e até ficaram sócios. Ou, beberam um pouco mais, descobriram que torcem pelo mesmo clube de esportes, jogam os mesmos jogos, e acabaram ficando sócios. Cadê o planejamento anterior sobre o que a empresa precisa? Esse tipo de sociedade, iniciada de um momento de relaxamento e diversão, quem sabe com um pouco mais de álcool, tende a terminar exatamente do jeito oposto ao como começou: em briga. O problema é que decidir isso dessa forma não vai funcionar mesmo. Se fosse assim tão correto, teríamos muito mais estórias de amor que começaram em uma balada do que de outras formas, não é?

Erro 3 – Confiança sem limites

A confiança em um sócio é o mesmo que dar a chave da sua casa para viajar por duas semanas, pedindo a ele que cuide da sua casa nesse período, lógico que sua esposa vão ficar em casa, mas você confia cegamente neles. Se for sua filha adolescente (e cheia de juízo), também pede que ele cuide dela durante sua viagem. Isso é confiança: pense sempre assim: amigo é aquele que você confia a chave da sua casa, com sua esposa ou filha, durante uma ausência. Você entrega sua empresa para uma pessoa que você tem certeza que a confiança não chega a tanto?

Erro 4 – Respeito

O problema do respeito mútuo, principalmente quando o respeito é alto, é o fato de que por causa disso, os problemas são deixados para serem resolvidos do jeito que o outro acha bom, independente de concordar ou não, já que o respeito é mais forte do que qualquer coisa. Então, a opinião do outro sempre será respeitada, sem discussão. E, o problema é exatamente esse: sem discussão. Tem que haver respeito, mas até o limite do que é razoável para que as crises sejam conversadas em uma discussão construtiva. Se não é possível imaginar esse nível de respeito de forma a ser respeitado também, e com liberdade de romper o respeito para discordar, não é um sociedade, é um problema sem fim.

Erro 5 – Tempo ou dinheiro, disponível

Entenda que se um sócio vai entrar para dar seu tempo, isso não é grátis. Da mesma forma, se deu o dinheiro, também não é grátis. Tanto um ou outro recurso que vem com o sócio têm um custo e são limitados. Quantas vezes vemos sócios que não comparecem na empresa? Eles deram um pouco do dinheiro ou tempo e entendem que já fizeram muito, enquanto que você dá tudo isso e mais um pouco porque sabe que a empresa precisa sempre mais, e ele veio para compartilhar a solução dessa demanda crescente de tempo e dinheiro. Sócio que entra sem ter o mesmo empenho, mesmo que isso tenha sido combinado, sempre irá passar por uma crise ou provocar essa crise em você.

Erro 6 – Faz tudo

Na melhor do que um sócio que faz tudo para você sentir-se acuado por tanta participação em tudo, ao mesmo tempo que ele começa a exigir de você mais do que ele mesmo está fazendo. Ele vestiu a camisa mais do que você e isso gera crises. Mas, a pior crise de todas é não ter definido antes qual é o limite de atuação de cada um e a razão a existência dessa divisão de tarefas. Isso acontece quanto você não planeja, antes, a entrada e função desse novo sócio.

Erro 7 – Maturidade igual a você

Se você não é imaturo, já está mostrando que não se conhece o suficiente. Maturidade é algo que quando não se tem, declaramos abertamente que já temos o suficiente. E, quando se tem maturidade, assumimos que ela não é suficiente para tudo. Então, se a sua busca por um sócio incluiu avaliar a maturidade, não use como métrica a sua própria maturidade, procure alguém que seja mais maduro profissional e pessoalmente que você a ponto de você estar aberto para ouvir críticas e avaliar, sem sentir seu ego ferido. Mas, procurar alguém imaturo como você (sabe, mas nega), é realmente pedir para tudo dar errado.


 

Não erre ao incluir sócio na sua empresa na recuperação de empresas


Desde que li o livro do Prof. Marin chamado Socorro! Tenho um sócio ganhei a certeza que a relação de ter um sócio deveria passar pelas mesmas etapas que acontecem (ou deveriam acontecer) quando se envolve em um casamento.

Já vi muitos casais que se conheceram muito cedo, namoraram durante a adolescência e na juventude e quando se casaram descobriram que essa nova relação não casava tão bem entre eles – de grandes amigos, viraram inimigos eternos.

Com sócios parece que a coisa se repete. Algumas pessoas se dão bem em sala de aula, nas festas da faculdade, até no trabalho. Mas, quando viram sócios, a amizade se converte em uma luta de egos sem precedentes.

O que acontece? Só mesmo lendo o livro, mas adianto aqui algumas coisas que não estão no livro, mas que poderiam evitar até mesmo que você pense em ter um sócio só para compartilhar alegrias e tristezas, saúde e doença (como um casamento)

O problema que pouca gente nota é que tanto o casamento quanto a sociedade têm um objetivo, não é uma simples união de pessoas. E, se o objetivo não estiver claro e muito bem conhecido, a tendência é que tudo dê errado. Não vou discutir sobre casamento, mas no caso da sociedade, o objetivo deve ser o de complementar alguma coisa que o outro faz bem para o sucesso de todos.

Mas, e qual é uma forma de definir se o negócio precisa ou não de um sócio? Basta identificar seus pontos fracos e ameaças e, depois disso, verificar se isso pode ou não ser resolvido com a contratação de um empregado para fazer isso – é por isso que grandes empresas contratam diretores e presidentes, porque os acionistas não são exatamente o que a empresa precisa ou a empresa simplesmente não os quer na diretoria.

Então, o primeiro passo para falar em incorporar um sócio no seu negócio é fazer a análise SWOT da sua empresa.

Essa análise é feita durante nosso passo a passo aqui e não importa se você ainda não fez, você irá fazer mais tarde. Se já fez sua análise SWOT, não significa que você deve sair afobado correndo atrás de um sócio. Isso é algo para se pensar muitas vezes e não vai ser com esse texto que você irá tomar a decisão.

Vamos elencar apenas 2 pontos que interessam para definir porque precisaríamos de um sócio:

Objetivos da empresa

Começar pelo objetivo da empresa não significa buscar o propósito dela, a ideia desse objetivo é o que foi projetado para a empresa atingir em um curto espaço de tempo, imaginado de forma que possa ser medido a cada semana e esses resultados parciais são chamados Resultados-Chave. Essa metodologia é chamada Objective and Key Results (OKR).

Se para atingir esse objetivo na sua empresa, você anotou que sua fraqueza está diretamente relacionada com o risco de não conseguir sucesso por um problema, talvez uma outra pessoa poderia resolver. Então, quais seriam as possibilidades para contornar essa deficiência? Sugerimos 2 maneiras, antes de pensar em um sócio:

  1. Porque não contratar alguém para fazer o serviço? Isso pode ser feito com pagamento por resultado atingido e não por salário

  2. Poderia ser uma empresa terceirizada, mas aí você teria que pagar

  3. Não há como fazer menos e conseguir atingir o mesmo objetivo? Repense seu plano

Fraqueza administrativa, operacional ou de marketing

Você não é um administrador, sua especialidade é a operação da empresa, seja porque sua pesquisa originou um pedido de patente ou registro de software. Então, sua competência em administrar não é suficiente. Talvez fosse o caso de você remediar contratando um administrador, mas se for insistir no sócio pode não ser uma má ideia.

Da mesma forma, se sua empresa não tem quem faça ela funcionar, é bom contratar um gerente, mas saiba que isso é algo vital para sua empresa e, para não arriscar criar um concorrente, o melhor já é incluí-lo como sócio.

Não menos importante, é ter uma pessoa só para cuidar de marketing. Há quem diga até que uma empresa sem um responsável pelo marketing perde muito a chance de ter algum sucesso.

Mas porque são 3 fraquezas? É consenso em muitas aceleradoras de startups que a melhor configuração de uma empresa é a que tem uma pessoa que cuida do funcionamento da empresa em entregar serviços ou produtos aos clientes. Uma outra pessoa cuida somente das questões administrativas. E uma terceira cuida só do marketing.

Eu já conheci uma construtora formada por um operacional (engenheiro) e um administrador, somente. Não havia marketing porque eles contratavam o serviço, mas nunca deixaram de usar a empresa, mesmo quando não havia nada para vender – era uma empresa com cadeira de sócio, mas apenas contratada.

De qualquer forma, se há um livro para se ler sobre ter ou não sócios e como agir, o livro indicado é algo que sempre deve ser lido antes de fazer uma sociedade.


 

Sua empresa está inchada ou crescendo?

É normal que em um dos estágios iniciais da empresa, ela contrate muito empregados por entender que precisa melhorar a produtividade. Isso pode ser um erro ou não, depende de como as contratações foram definidas. Uma empresa gorda é preguiçosa - como um gato - porque, por exemplo, tem inúmeros empregados que fazem um pouco de tudo. Em uma situação extrema, quando perguntados, não sabem citar prontamente a sua função.




A grande questão é se a empresa está inchando, com muitas contratações que não serão bem utilizadas para preencher vagas que não foram definidas. Nesse caso, a empresa está inchando de pessoas e a tendência natural vai ser a queda na produtividade.

Recursos Humanos

A área de Recursos Humanos (RH) da empresa não pode ser confundida com o Departamento Pessoal. A primeira área cuida das pessoas que trabalham na empresa. O DP cuida das obrigações da empresa.

Veja bem, o RH faz tarefas que interessam para a empresa no sentido de atingir os objetivos da empresa. Essa área defende os interesses gerais internos e não tem preocupação imediata com as obrigações trabalhistas. Ela deve existir, entretanto, porque ela faz o que o fundador fazia no começo da empresa. São preocupações, por exemplo, sobre o treinamento dos empregados para que tudo funcione dentro dos parâmetros da empresa. Mas, também é a área que faz o contato direto com os empregados a ponto de ter um indicador de Clima Organizacional.

Taxas de rotatividade de pessoal (percentual de demissões) são indicadores acompanhados com atenção pois sabe que a perda de um empregado, às vezes antigo, pode acarretar custos de contratação e treinamento que podem não dar certo até conseguir a pessoa ideal para a posição.

Por outro lado, o DP é interessado em cumprir as obrigações legais. É essa área que calcula a Folha de Pagamento e os impostos sobre o valor, que chegam a mais de 100% no caso brasileiro. Então, o maior interessado é o Estado e a parte concreta resultado do trabalho - o salário.

Então, uma empresa que está no estágio de pré-adolescencia, no Brasil, possui como característica a confusão entre estas duas áreas a ponto de atribuir para a mesma pessoa que cuide de Recursos Humanos e Departamento Pessoal com ajuda de um escritório de contabilidade, normalmente terceirizado. É um problema já que esta pessoa normalmente não teve formação na área de Recursos Humanos - ou seja, ela não foi preparada com curso superior sobre o assunto e não tem qualificação suficiente para a tarefa - pessoa errada na função essencial, isso é grave.









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